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Moda sustentável

29 de Abril de 2020

Por que a indústria têxtil deve se alinhar com iniciativas verdes e o que podemos fazer?

Roupas são uma necessidade diária e, para muitos, um importante aspecto de expressão pessoal. Porém, a indústria têxtil figura em segundo lugar dentre as que mais poluem o meio ambiente, perdendo apenas para a petrolífera, sendo responsável por 8% do impacto climático. Só no Brasil, estima-se que cerca de 175 mil toneladas de resíduos têxteis são descartados por ano e apenas 20% são reutilizados ou reciclados.

Dados importantes A fundação britânica Ellen MacArthur estima que, a cada segundo, uma quantidade de sobras de tecido suficiente para encher um caminhão de lixo é queimada ou descartada em aterros. Anualmente, isso representa 500 bilhões de dólares e emissão de 1,2 bilhões de toneladas de gases poluentes causadores do efeito estufa. 1

1 https://www.ellenmacarthurfoundation.org/news/one-garbage-truck-of-textiles-wasted-every-second-r eport-creates-vision-for-change

A Environmental Protection Agency (EPA) estima que o uso de produtos químicos nas plantações de algodão convencionais chega a ser 8x maior que no cultivo de alimentos, representando cerca de 30% de utilização de pesticidas no planeta. Outro ponto preocupante é que nos últimos anos veio à público que muitas empresas do segmento têxtil se utilizam de mão-de-obra em condições análogas à escravidão. O documentário The true Cost, dirigido por Andrew Morgan, revela diversos aspectos da indústria da moda, principalmente a fast fashion. O preço das roupas diminuiu com o passar dos anos, resultando no aumento dos custos de produção. Para se adequar aos hábitos de consumo desenfreados que a queda dos preços causou, os empresários do ramo terceirizaram os processos. Quanto mais terceirizado, mais barato. Isso porque são recrutadas pessoas em situação de vulnerabilidade para a realização do trabalho. A desvalorização da mão de obra, onde muitos “funcionários” são submetidos à condições subumanas, cria condições para que as fast fashions mantenham o preço baixo.

O que está sendo feito?

Para diminuir o consumo desenfreado e nocivo, além de evitar a escassez dos recursos naturais, estilistas, empresas e eventos de moda têm dado cada vez mais espaço para as roupas ecológicas. Materiais como fibras de garrafa pet e restos de tecido se tornam matéria prima para a fabricação de tecidos sustentáveis, que dispensam processos químicos, água e impacto ambiental, bem como utilizam mão-de-obra justa e digna em sua cadeia produtiva. O slow-fashion é uma tendência do mercado de moda, onde o consumo desenfreado não é incentivado. Peças duradouras, feitas com tecidos sustentáveis e de qualidade, com empresas eticamente comprometidas com seres humanos e com o meio ambiente, estão cada vez mais na moda. Essa nova tendência faz o consumo consciente ser visto como algo sofisticado.

Como os consumidores podem contribuir?

Veja a roupa como um investimento. Mesmo que uma peça ou matéria prima pareça ter custo elevado de primeiro momento, reflita por quanto tempo ela irá durar e como o fato dela ter sido produzida de maneira a minimizar o impacto ambiental é importante. De quê adianta ter a peça do momento se não houver amanhã? Incentive empresas e estilistas que investem na moda sustentável. Consumir roupas que sejam feitas com tecidos recicláveis e/ou feitas por estilistas preocupados com o meio ambiente é uma maneira super importante de incentivar a continuidade do trabalho. Quanto mais pessoas se atentarem para as empresas das quais estão consumindo, e valorizarem a preocupação ambiental delas, mais o mercado entenderá que essa é uma tendência sólida e cada vez mais surgirão iniciativas semelhantes. Para mais textos sobre moda sustentável, reciclagem, home & decor consciente, fique ligado em nosso blog.


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